UMA CONTRADIÇÃO REAL NA ESCOLA: DA FILOSOFIA À ECONOMIA
Resumo
Abordando a educação e a escola como um “campo” no sentido bourdieusiano, este
artigo estabelece um contraponto entre duas tendências: uma filosófica e outra
econômica. Esse campo nasceu e foi configurado pela filosofia essencialista e pela ética,
desde os filósofos clássicos até a atual fase do capitalismo. Impondo-se na sociedade
desde o século XIX e influenciando progressivamente a educação, a ideologia
democrática burguesa liberal capitalista, na era da globalização, acarretou uma
descaracterização ontológica e epistemológica do campo da educação: nos moldes
tayloristas, regida pela lógica do mercantilismo econômico, dirigida por organismos
internacionais, aplicada cada vez mais pelas novas tecnologias, a educação é usada com
fim utilitarista, tornou-se uma mercadoria, um serviço atendendo às demandas sociais e
aos clientes, formando mão de obra para o mercado. Educadores reagem ao modelo,
detectando contradições e rupturas. Sem um consenso, esse é um tema de reflexão para
os atuais pensadores da educação e os filósofos contemporâneos.




