ANÁLISE DE BIOINFORMÁTICA DA RELAÇÃO ENTRE A PROTEÍNA P53 E A ENDOMETRIOSE APLICADA À ÁREA DE ENFERMAGEM: ALTERNATIVAS PARA O DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
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Resumo
A proteína p53 é uma proteína supressora de tumor clássica relacionada ao câncer
e uma série de outras doenças, como endometriose, aterosclerose e infertilidade.
Regula a progressão do ciclo celular e protege o DNA contra vários tipos de danos.
A estrutura da p53 compreende três domínios, o domínio de transativação, um
domínio nuclear de ligação ao DNA e um domínio C-terminal relacionado com a
regulao negativa do domínio de ligação ao DNA. A proteína p53 está indiretamente
relacionada à resposta imunológica em doenças. Interações proteína-proteína
irregulares da p53 podem interferir com o cenário imunológico na endometriose,
levando à inflamação. A endometriose afeta cerca de 10 a 15% das mulheres em
idade reprodutiva e aproximadamente 40% das mulheres com infertilidade e 50%
das mulheres que apresentam sintomas pré-menopáusicos. A doença apresenta
caráter progressivo em 40% das pacientes. Em relação ao fator genético, o risco de
desenvolver endometriose atinge 8% em parentes de primeiro grau que apresentam
a doença. Nos casos mais graves da doença é comum o reaparecimento de lesões
e recorrência após tratamento tanto cirúrgico quanto medicamentoso. O presente
trabalho é uma abordagem de bioinformática cujo foco é demonstrar in silico e
através de validação clínica presente na literatura científica e em bancos de dados
clínicos que a susceptibilidade da endometriose está relacionada com alterações
polimórficas no gene p53. Além disso, o trabalho aponta para a possibilidade de usar
a p53 como um possível marcador molecular no diagnóstico da endometriose como
alternativa para o método laparoscópico invasivo usado atualmente.