EXERCÍCIOS DE FORTALECIMENTO MUSCULAR PARA PREVENÇÃO DE FRATURAS
Palavras-chave:
Envelhecimento, Institucionalização, Atividade física, Enfermagem, Extensão universitáriaResumo
O envelhecimento populacional no Brasil ocorre de forma acelerada, demandando ações que promovam a manutenção da funcionalidade, a prevenção de quedas e a melhoria da qualidade de vida de pessoas idosas, especialmente aquelas residentes em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs). O presente trabalho, desenvolvido na disciplina Projeto Integrador: Cuidado em Saúde, teve como objetivo analisar o impacto da execução de exercícios físicos voltados ao fortalecimento muscular e à estimulação cognitiva como estratégia preventiva contra fraturas em idosos institucionalizados. O estudo foi realizado no Lar São Vicente de Paula, localizado em Palmeiras de Goiás, e estruturou-se a partir de revisão de literatura e pesquisa de campo, com quatro encontros práticos conduzidos por sete alunas do curso de Enfermagem e uma aluna convidada do curso de Educação Física. As atividades foram realizadas aos sábados, incluindo alongamentos, exercícios com bola para membros superiores e inferiores, dança adaptada para equilíbrio, dinâmicas de memória com imagens de objetos antigos e encerramento com entrega simbólica de toalhinhas. A participação dos idosos foi voluntária, com média de dez participantes por sessão, e a maioria das práticas foi realizada na posição sentada, respeitando as limitações individuais. Os resultados observados indicaram melhora na disposição física e emocional dos residentes, além de maior socialização e engajamento durante as atividades. As alunas relataram aprendizado significativo quanto à humanização do cuidado e à aplicação prática de conhecimentos sobre o envelhecimento. A experiência evidenciou que intervenções simples, de baixo custo e aplicáveis por equipes de enfermagem são eficazes para estimular a autonomia e o bem-estar em ILPIs. Conclui-se que ações extensionistas que integrem exercício físico, interação social e estímulo cognitivo representam uma estratégia viável e necessária para promover o envelhecimento ativo, reduzindo riscos associados à inatividade e à fragilidade.